O design gráfico é muito mais do que uma ferramenta de embelezamento; constitui uma disciplina essencial da comunicação visual que traduz ideias em imagens funcionais. Uma diferença das belas artes tradicionais, onde o objetivo principal é a expressão pessoal do autor, o design gráfico é orientado para a resolução de problemas comunicativos. Combine a sensibilidade estética com a estratégia para transmitir mensagens claras a públicos específicos, seja em publicidade, sinalização, interfaces digitais ou identidade corporativa.
Uma das características mais fascinantes do design contemporâneo é sua capacidade de hibridação. Hoje em dia, os limites entre as disciplinas são cada vez mais difusos. Um designer gráfico não trabalha apenas com tipografias e retículas, mas o menu deve compreender a experiência do usuário, gráficos em movimento ou até mesmo realidade aumentada. Esta expansão levou a que publicações especializadas como Eye o Gràffica dediquem espaços não apenas para mostrar portfólios, mas também para refletir sobre o papel social e ético do design. Olho, por exemplo, é conhecido por seus ensaios críticos que analisam o design como fenômeno cultural, enquanto a Gràffica se tornou um ponto de encontro fundamental para o setor hispanohablante.
No âmbito espanhol e latino-americano, revistas como Visual, Experimenta ou Yorokobu souberam se adaptar aos novos tempos sem perder rigor editorial. Yorokobu, cujo nome é provieno do Japão e significa “estar feliz”, combina criatividade, tecnologia e humor com uma estética muito cuidada. Por sua parte, Experimenta vincula o projeto à solidez e à inovação social, demonstrando que o projeto gráfico atual não se comunica sozinho, mas também pensa e questiona o ambiente. L
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