Arte latino-americana no século 20

Arte latino-americana no século 20

A arte latino-americana do século XX foi marcada pelos seguintes movimentos e tendências:

- muralismo mexicano:
Desenvolvido na década de 1920 após a Revolução Mexicana. Os grandes murais de Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros retratavam temas históricos, políticos e sociais para educar o povo.

- Surrealismo:
Influenciada pelo europeu, teve expoentes como a pintora mexicana Frida Kahlo e o chileno Roberto Matta com seus mundos oníricos e simbólicos.

- Indigenismo:
Exaltação das culturas e raízes indígenas. Destacam-se a escultura em pedra do mexicano Carlos Mérida e as pinturas do peruano José Sabogal.

- Movimento Madí:
Vanguarda com tendência geométrica abstrata, fundada na Argentina em 1946 por Gyula Kosice e Carmelo Arden Quin.

- Arte cinética:
Integração de efeitos ópticos e movimento. Obras interativas dos venezuelanos Jesús Soto e Carlos Cruz-Diez.

- Arte conceitual:
As ideias e os processos criativos têm precedência sobre os objetos finais. A chilena Cecilia Vicuña e a estética não convencional.

- Arte popular:
Recuperação de técnicas e temas folclóricos em pinturas, murais, artesanato. Destacam-se os equatorianos Eduardo Kingman e Oswaldo Guayasamín.

- Neoconcretismo:
Romper com o construtivismo rígido, com mais liberdade criativa. A brasileira Lygia Clark e as esculturas sensoriais.

Em síntese, convergiram o indigenismo, o muralismo épico, a abstração geométrica, o surrealismo onírico, a arte conceitual e o resgate do popular tradicional.

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