A arte urbana contemporânea caracteriza-se pela diversidade de linguagens, técnicas e estilos. O grafite, o stencil, os lambe-lambes, as instalações efêmeras e as performances urbanas coexistem, refletindo a pluralidade cultural das grandes cidades. Essa variedade estética permite que a arte de rua dialogue com diferentes públicos e contextos sociais.
Um dos aspectos mais marcantes da arte na rua é sua relação direta com o espaço. Diferente da arte institucionalizada, a obra urbana é pensada para um local específico, interagindo com a arquitetura, o fluxo de pessoas e a paisagem urbana. O contexto transforma-se em parte essencial do significado da obra.
Além disso, a efemeridade é uma característica central da arte urbana. Exposta às condições climáticas, à ação do tempo e às intervenções do poder público, essa arte está em constante transformação. Essa impermanência reforça seu caráter crítico e poético, questionando noções tradicionais de propriedade, permanência e valor artístico.
Dessa forma, a arte na rua consolida-se como uma prática artística viva, política e profundamente conectada à realidade social contemporânea, refletindo os desafios, sonhos e tensões das cidades atuais
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