35ª Edição da arteba no La Rural

35ª Edição da arteba no La Rural

A arteba celebra sua 35ª edição com mais de 400 artistas, em seu grande retorno ao La Rural
O grande evento de arte abriu suas portas para as instituições. A partir de sexta-feira, abrirá para o público em geral. Confira os detalhes desta edição.
Com uma abertura exclusiva para instituições e colecionadores, a feira arteba iniciou sua 35ª edição no La Rural, aguardando a abertura para o público em geral, que ocorrerá de sexta-feira, 30 de outubro, a domingo, 1º de novembro.

Muita coisa aconteceu desde o início no Centro Cultural Recoleta — originalmente chamada de ARTE BA ’91, da qual participou um pequeno grupo de galerias e cujo foco eram as obras de artistas consagrados — até este encontro, que marca o grande retorno ao centro de exposições de Palermo, sede da maioria de suas edições, e que conta com a participação de 69 galerias e mais de 400 artistas.

Em conversa com o Infobae Cultura, Lucrecia Palacios, diretora executiva da Fundação arteba, comentou como aquele início ocorreu em um contexto de diversas mudanças sociais que começaram após o retorno da democracia, em 1983.
“Era uma época em que estavam acontecendo experiências de recuperação do espaço público no período pós-ditadura. Os festivais de música e o *Partenón de libros* (Partenon de Livros), de Marta Minujín, por exemplo, fazem parte desse espírito. Nesse sentido, a arteba desempenhou uma função urbana bastante semelhante à que a Arco teve em Madri, nos anos 80: voltar a ocupar o espaço público com cultura, após períodos em que isso não era permitido”, disse ela. E acrescentou: “A Arteba é uma feira muito especial porque é criada por colecionadores. Não conheço outro exemplo assim no mundo. É uma feira concebida, desde a sua origem, a partir do DNA do colecionismo. Não havia galeristas entre os fundadores. E também não houve depois. O vínculo com colecionadores e o programa de colecionismo são, sem dúvida, um de seus pontos fortes mais evidentes. Desde a sua fundação, o objetivo é permitir que os artistas possam viver de sua produção”.

Entre eles estavam Jacobo Fiterman, que exerceu a presidência da fundação durante sua primeira década de existência; Juan Cambiaso, que anos mais tarde criaria o emblemático *Premio en Obra*; Alejandro Corres, que atuou como o primeiro presidente da instituição quando esta foi fundada, em setembro de 1991; e a gestora cultural Diana Saiegh — que, na época, estava à frente do Recoleta — e foi quem articulou essa colaboração entre o Estado e o setor privado.
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